sábado, 5 de julho de 2014

Arte de Cara Ionut*



Sente-se do meu lado e compartilhe comigo longos
momentos de solidão. Dance comigo no silêncio e no som das pequenas
palavras cotidianas, sem que eu me responsabilize no fim do dia por
nenhum de nós dois. E quando o som de todas as declarações da nossas mais sinceras intenções, tiver desaparecido no vento, dance comigo na pausa infinita, antes da grande inalação seguinte do alento que nos sopra, a todos na existência sem encher o vazio a partir de dentro ou de fora.
Não diga “Sim!”.
Pegue apenas a minha mão e, "D a n c e c o m i g o."


*A dança - In Oriah Mountain Dreamer* 




Minha vida se dispersa continuamente.Como um rio que sai do leito e transborda sobre a terra. Então, tenho de abandonar muitas coisas e pensar no que é útil e bom.Só assim controlo as águas e as faço voltar ao seu leito. É como um pêndulo.Foi sempre assim.Já me acostumei a viver com essas inundações que arrasam tudo, e depois a calma,o controle,a solidão,o silêncio.É como uma longa aprendizagem. Infinita .Desconfio que nunca se concluirá"


Pedro Juan Gutiérrez*

Ah, como é dificil se livrar dos "comos, porque e se", que impuzeram em nossas vidas, , para q, nossa existencia n seja uma perpetua fuga da unica realidade possivel...as vezes nos sentimos tão livres, mas ao msm tempo estamos muito encarcerado em nossas convições idiotas...romper com estes paradgmas, talvez seja a tarefa mais dificil do ser pensante. se sentir livre pode até parecer perturbador, livrar-se destes moldes q a sociedade imperativa nos coloca, livra-se dos dogmas....enfim tentar apenas "SER" e não parecer, para q n nos tornemos seres encarcerados em convicções esdrúxulas, que permeiam nossas vidas!!!!

Brih*
*Arte de Ray Caesar*
“Todo mundo tem segredos. Ou pelos menos as pessoas interessantes. Nada mais chato que alguém mapeado, retilíneo, constante, bonzinho, doce, amável. Para mim, só vale a pena quem tem um cadáver no armário, uma sombra perigosa, um poço fundo. Pessoas simplórias são como muitos dias de sol seguidos: agradáveis e infinitamente entediantes.
É a falta de obviedade desperta a curiosidade. Não é à toa que os mitos nascem da dualidade, da pouca incidência de clareza sobre sua personalidade: ninguém fica embasbacado pela simplicidade do seu Zé da quitanda (no máximo, enternecido). Somos fascinados pelo que não entendemos, amamos o desconhecido—por isso mergulha-se à noite, escala-se o Himalaia, come-se fora de casa. (...) Por isso os vilões são mais tesudos que os mocinhos: é só quando ultrapassamos a barreira do familiar, do seguro, que nos tornamos verdadeiramente pessoas. Menos ingênuas, é certo, mas completas.
Ter segredos é viver intensamente, é a prova de que a realidade é muito mais do que nossos forçados sorrisos de bom dia, o escritório claustrofóbico, o saldo negativo. Ter segredos é ter coragem de arcar com o peso de ser único. Porque quem não se arrisca, não faz besteira, não vive: apenas gasta o tempo que deveria ser aproveitado apaixonadamente. Apenas caminha sobre os dias rumo à morte.”
.
.
.
(Ailin Aleixo)


*Arte de German Diaz*

A vida escorre lentamente, tal como os dias de chuva,

entre naufragios...mergulhos .......... silencios.............imagens..........

Brih*
O erotismo é uma das bases do conhecimento de nós próprios.

Tão indispensável como a poesia.

Anaïs Nin*

Arte de Nicoletta Tomas*


Diz-me por favor onde não estás
em qual lugar posso não te ver,
onde posso dormir sem te lembrar
e onde relembrar sem que me doa.

Diz-me por favor onde posso caminhar
sem encontrar as tuas pegadas,
onde posso correr sem que te veja
e onde descansar com a minha tristeza.

Diz-me por favor qual é o céu
que não tem o calor do teu olhar
e qual é o sol que tem luz apenas
e não a sensação de que me chamas.

Diz-me por favor qual é o lugar
em que não deixaste a tua presença.
Diz-me por favor onde no meu travesseiro
não tem escondida uma lembrança tua.

Diz-me por favor qual é a noite
em que não virás velar meus sonhos.
Que não posso viver porque te espero
e não posso morrer porque te amo.

José Luiz Borges*