quinta-feira, 3 de julho de 2014
Abri curiosa o céu. Assim, afastando de leve as cortinas. Eu queria entrar, coração ante coração, inteiriça ou pelo menos mover-me um pouco, com aquela parcimônia que caracterizava as agitações me chamando. Eu queria até mesmo saber ver, e num movimento redondo como as ondas que me circundavam, invisíveis, abraçar com as retinas cada pedacinho de matéria viva. Eu queria (só) perceber o invislumbrável no levíssimo que sobrevoava. Eu queria apanhar uma braçada do infinito em luz que a mim se misturava. Eu queria captar o impercebido nos momentos mínimos do espaço nu e cheio. Eu queria ao menos manter descerradas as cortinas na impossibilidade de tangê-las. Eu não sabia que virar pelo avesso era uma experiência mortal.
[ana cristina cesar*
[ana cristina cesar*
Se fosse possível, seria este o presente que gostaria de te oferecer.
Arrancá-lo-ia como quem arranca um cacho de uvas. Diria:
"Toma... É a minha vida."
Mas, para te dar a minha vida, para que a possas entender, tenho de te contar uma história -,
histórias de infância, histórias do tempo da escola, de amores, casamentos, mortes, e assim por diante...
Virginia Woolf*
Arte fotográfica de Graça Loureiro*
Arrancá-lo-ia como quem arranca um cacho de uvas. Diria:
"Toma... É a minha vida."
Mas, para te dar a minha vida, para que a possas entender, tenho de te contar uma história -,
histórias de infância, histórias do tempo da escola, de amores, casamentos, mortes, e assim por diante...
Virginia Woolf*
Arte fotográfica de Graça Loureiro*
Não te esqueças de me visitar. Traz-me as fotografias
e aquele poema que me escreveste quando o nosso amor
ainda era o que de mais magnífico acontecera nas nossas vidas
e no mundo.
Havemos de nos sentar nas mesmas cadeiras como se fossem
as mesmas manhãs de domingo. Havemos de olhar os mesmos telhados,
divagar sobre a eternidade dos gestos e jurar comovidamente que nossas almas
se tocaram de uma maneira única e inesquecível.
Eu hei-de esconder-te a minha interminável solidão e tu hás-de demonstrar-me,
muito inocentemente, nas tuas palavras tão cheias de vida e de juventude,
como a morte nos descobre mesmo nos lugares mais altos.
Gil T. Souza
e aquele poema que me escreveste quando o nosso amor
ainda era o que de mais magnífico acontecera nas nossas vidas
e no mundo.
Havemos de nos sentar nas mesmas cadeiras como se fossem
as mesmas manhãs de domingo. Havemos de olhar os mesmos telhados,
divagar sobre a eternidade dos gestos e jurar comovidamente que nossas almas
se tocaram de uma maneira única e inesquecível.
Eu hei-de esconder-te a minha interminável solidão e tu hás-de demonstrar-me,
muito inocentemente, nas tuas palavras tão cheias de vida e de juventude,
como a morte nos descobre mesmo nos lugares mais altos.
Gil T. Souza
DIREI...
... foi um dia assim, leve como o soprar
das folhas ao vento... e direi dos ventos
e das folhas e direi sempre o que nos rodeava...
Direi até das tormentas que em meio a noite,
em sobressalto no meu colo se aninhava...
Direi do tédio que nos apanhava,
um longe do outro, essa vontade de se devorar
que da alma se apossava... direi sim das coisas boas
e das que achavamos ruins... delas ao findar de tudo
se traduziam em amor, porque sempre foi amor o que nos unia...
Direi tanto que te amo e que sempre te amarei, não direi por
certo que te amava, se esse tempo nunca conjuguei...
Direi sempre em qualquer forma de poesia,
nela você estará como brilho na luz do meu dia..."
Arruda Bonfáh
... foi um dia assim, leve como o soprar
das folhas ao vento... e direi dos ventos
e das folhas e direi sempre o que nos rodeava...
Direi até das tormentas que em meio a noite,
em sobressalto no meu colo se aninhava...
Direi do tédio que nos apanhava,
um longe do outro, essa vontade de se devorar
que da alma se apossava... direi sim das coisas boas
e das que achavamos ruins... delas ao findar de tudo
se traduziam em amor, porque sempre foi amor o que nos unia...
Direi tanto que te amo e que sempre te amarei, não direi por
certo que te amava, se esse tempo nunca conjuguei...
Direi sempre em qualquer forma de poesia,
nela você estará como brilho na luz do meu dia..."
Arruda Bonfáh
.. foi-se a melhor parte da minha vida, e aqui estou só no mundo. Note que a solidão não me é enfadonha, antes me é grata, porque é um modo de viver com ela, ouvi-la, assistir aos mil cuidados que essa companheira de 35 anos de casados tinha comigo; mas não há imaginação que não acorde, e a vigília aumenta a falta da pessoa amada.
Éramos velhos, eu contava morrer antes dela. Aqui me fico, por ora na mesma casa, no mesmo aposento, com os mesmos adornos seus. Tudo me lembra a minha meiga Carolina. Como estou à beira do eterno aposento, não gastarei muito tempo em recordá-la. Irei vê-la, ela me esperará.
Machado de Assis*
Éramos velhos, eu contava morrer antes dela. Aqui me fico, por ora na mesma casa, no mesmo aposento, com os mesmos adornos seus. Tudo me lembra a minha meiga Carolina. Como estou à beira do eterno aposento, não gastarei muito tempo em recordá-la. Irei vê-la, ela me esperará.
Machado de Assis*
“Chegaste. Eu não te esperava. Contigo trouxeste a ternura, o desejo e, mais tarde o medo. Chegaste e eu não conhecia essa ternura, esse desejo. Em casa, no meu quarto, neste quarto, revi os teus olhos na memória, a ternura, o desejo. E, depois, aquilo que eu sabia, o medo. E passou tempo. Eu e tu sentimos esse tempo a passar mas, quando nos encontramos de novo, soubemos que não nos tínhamos separado”
José Luís Peixoto
"Queiram os deuses que nesse processo de domesticação a gente consiga preservar a capacidade de sonhar. Pois a utopia será o terreno da nossa liberdade. Ou acabaremos como focas treinadas cumprindo corretamente nossas tarefas, mas soterrando aquilo que chamamos alma. Seremos então roídos pela futilidade, tão mortal quanto a pior doença: que ataca a alma, deixando-a porosa e quebradiça como certos esqueletos." Lya Luf
"Parece que existe no cérebro uma zona perfeitamente específica que poderia chamar-se memória poética e que regista aquilo que nos encantou, aquilo que nos comoveu, aquilo que dá à nossa vida a sua beleza própria (...) O amor começa com uma metáfora. Ou por outras palavras, o amor começa no preciso instante em que com uma das suas palavras uma mulher se inscreve na nossa memória poética."
Milan Kundera: 'A Insustentável leveza do Ser'
***Diante de muitos silencios reprimidos..estancados..mi alma ainda fala....quero que meu grito de amor ecoe pelo Universo e lhe mostre minha eterea presença...O que menos nos define é o que mais me encanta...Pra que tentar definir o indefenivel???Corpos...tem limites...almas não...Não sou apenas um corpo passante..sou uma alma poetica..que busca em ti...aconchego divinal...{Brih}
Quem sabe uma adorável louca...me faz bem sentir me, uma incógnita aos olhos de quem n me vê...ah..mas se me olhares com com os olhos da alma...serei bem nitida.{Brih}
]Humanos são realmente hipócritas, assim como são encantadores e odiosos, independente da época. São sentimentos e reações inerentes aos seres pensantes...
Saberei de ti, sempre. Pelo teu aproximar....
Tua presença chegará primeiro como a antecipação da chuva que no entanto já terá caído...
E tu não terás sequer um leve indício de como chegaste a mim....
E eu, delicadamente, te apanharei nos meus braços e te erguerei no ar.
Teu guarda-chuva cairá no chão dos respingos do teu não-saber o que se passa.
E fugirás do desconhecido que te apossou...Subirás as escadarias da Ladeira da Memória e desaparecerás na chuva de todos os dias...
E te pertubarás, depois, já em casa e de banho tomado... Xícara de chá à mão....Mas não compreenderás quando abrires a porta da tua casa, atendendo ao toque da campanhia que terei dado...Que tinha sido eu que lá estive ...Que vim devolver o teu guarda-chuva molhado, que usei no percurso, e que deixei encostado na soleira da porta da tua vida chuvosa..
Tua presença chegará primeiro como a antecipação da chuva que no entanto já terá caído...
E tu não terás sequer um leve indício de como chegaste a mim....
E eu, delicadamente, te apanharei nos meus braços e te erguerei no ar.
Teu guarda-chuva cairá no chão dos respingos do teu não-saber o que se passa.
E fugirás do desconhecido que te apossou...Subirás as escadarias da Ladeira da Memória e desaparecerás na chuva de todos os dias...
E te pertubarás, depois, já em casa e de banho tomado... Xícara de chá à mão....Mas não compreenderás quando abrires a porta da tua casa, atendendo ao toque da campanhia que terei dado...Que tinha sido eu que lá estive ...Que vim devolver o teu guarda-chuva molhado, que usei no percurso, e que deixei encostado na soleira da porta da tua vida chuvosa..
Cavibo*
É preciso um olhar uterino sobre as coisas, entender que o viver é um renascer diário,
e que é preciso sim gerar uma boa dose de coragem, de força ,
de superação, de vontade de luta e de amor a vida todos os dias…...
Há que se ter a face a mostra, a sabor do vento, ao labor do tempo e a
epiderme exposta , debulhadas por sois e chuvas , calores e frios.
Eu sou de partos e partidas, cicatrizes e feridas,e há sempre uma pitada de
medo nesse punhado de desafios mas sou de en.fren.ta.men.tos….
Eu abro ventres, eu sigo em frente e rompo entranhas se for preciso,
é comendo a minha propria placenta que tenho sobrevivido.
e que é preciso sim gerar uma boa dose de coragem, de força ,
de superação, de vontade de luta e de amor a vida todos os dias…...
Há que se ter a face a mostra, a sabor do vento, ao labor do tempo e a
epiderme exposta , debulhadas por sois e chuvas , calores e frios.
Eu sou de partos e partidas, cicatrizes e feridas,e há sempre uma pitada de
medo nesse punhado de desafios mas sou de en.fren.ta.men.tos….
Eu abro ventres, eu sigo em frente e rompo entranhas se for preciso,
é comendo a minha propria placenta que tenho sobrevivido.
…Erikah Azzevedo…
Toca a minha alma com um blues,
faça vibrar as cordas no meu coração,
e essa gaita, sacudir meu corpo.
Toque um blues pra mim menina,
mas toque bem devagar,
quero nos meus ouvidos o seu blues.
Toque um blues pra mim, só pra mim,
me acaricie com apenas um solo,
faça com que eu ouça,
esse blues que você toca pra mim.
Toque a vida coração,
vou dançar seu blues em você,
um blues que seja só o seu coração!
Toca a minha alma com um blues....
Luiz wood*
faça vibrar as cordas no meu coração,
e essa gaita, sacudir meu corpo.
Toque um blues pra mim menina,
mas toque bem devagar,
quero nos meus ouvidos o seu blues.
Toque um blues pra mim, só pra mim,
me acaricie com apenas um solo,
faça com que eu ouça,
esse blues que você toca pra mim.
Toque a vida coração,
vou dançar seu blues em você,
um blues que seja só o seu coração!
Toca a minha alma com um blues....
Luiz wood*
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