domingo, 11 de outubro de 2015


Quero distância de literatura comercial de margarina e que promova "o bem-estar" como pedem concursos literários. Quero literatura barra pesada. Suja. Safada. Quero literatura que promova o caos interno. Quero literatura que me dê vontade de foder e encher a cara. Literatura que me acerte feito um soco na cara. Literatura que me dê tesão para escrever. Quero distância de escritores inofensivos.

*Diego Morais*


*Arte de Thomas Blackshear*

"O homem é menos ele mesmo quando fala na sua própria pessoa, dê-lhe uma 
máscara e ele dirá a verdade."

*Oscar Wilde*



Fiz desaparecer a minha individualidade para nada ter que defender; afundei-me no incógnito para não ter qualquer responsabilidade; foi no zero que procurei a minha liberdade. 
*Henri Amiel*



Os selvagens devoram uns aos outros e os civilizados se enganam mutuamente; e isso é o que se denomina a marcha do mundo.

*Arthur Schopenhauer*

"Arte de Sasha Bassari"


(…) é um tempo de cinza, este que vivo sem ti. é um tempo nulo, este que atravessa os dias de espera. tempo de cardos no coração. tempo que se amachuca numa folha de papel escrita. nada, a não ser a respiração que acredito ser minha.
*** *** ***
o mundo desfaz-se apressadamente.

Alberto - In Diários Assírio & Alvim


"Em que profundezas esconderei minha alma
para que não enxergue tua ausência
que como um sol terrível, sem ocaso,
brilha definitiva e impiedosa?
Tua ausência me cerca
como a corda o pescoço.
O mar em que naufraga."

Jorge Luís Borges - In Ausência, em Primeira poesia.