quarta-feira, 16 de julho de 2014


A SALA DE ESTAR 


abraça-me
com a intensidade de duas almas gémeas
separadas há mais de uma vida
e que se reconhecem neste preciso instante

abraça-me como se te pertencesse
como se sempre fosse teu 
(como sempre soubeste que fui)
mesmo não sabendo quem eu era

adormece comigo nesta teia que o tempo tece.

PAULO EDUARDO CAMPOS, in A CASA DOS ARCHOTES*


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