Gravado na parede
Saber que tu não virás nunca encher de rosas o meu quarto,
encher de beleza a minha vida...
e continuar à espera, de mãos vazias...
Saber que não partirás o meu pão, que não beberemos juntos,
ao jantar, um pouco d'aquele amável grato vinho velho,
que não acenderás a minha lâmpada,
que o piano não possuirá os teus dedos...
Saber tudo isso, o impossível e o irremediável
de tudo isso... e continuar sonhando inutilmente.
Ah! Por que não virás encher de rosas o meu quarto?
Ao menos, vem encher-me de lágrimas os olhos.
**Carlos Drummond de Andrade**
Saber que tu não virás nunca encher de rosas o meu quarto,
encher de beleza a minha vida...
e continuar à espera, de mãos vazias...
Saber que não partirás o meu pão, que não beberemos juntos,
ao jantar, um pouco d'aquele amável grato vinho velho,
que não acenderás a minha lâmpada,
que o piano não possuirá os teus dedos...
Saber tudo isso, o impossível e o irremediável
de tudo isso... e continuar sonhando inutilmente.
Ah! Por que não virás encher de rosas o meu quarto?
Ao menos, vem encher-me de lágrimas os olhos.
**Carlos Drummond de Andrade**


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