"Os místicos abandonam-se ao silêncio para preservarem a unidade originária da sensação e continuam a entregar-se ao silêncio mesmo quando à unidade sucede a separação, ao passo que os artistas, uma vez perdida a relação originária, a reintegram pelos seus meios específicos. E os amantes, que fazem eles senão mergulhar na totalidade viva do corpo ou seja entregarem-se à plenitude da sensação originária? Em qualquer dos casos a sensação é a origem e a unidade reencontradas e, portanto, é o encontro com o absoluto e daí o seu carácter sagrado....Há, na verdade, uma identidade incontestável entre a experiênca mística, a experiência erótica e a experiência artística."
António Ramos Rosa,
in A sensação Primodial, in Prosas Seguidas de Diálogo
António Ramos Rosa,
in A sensação Primodial, in Prosas Seguidas de Diálogo

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