terça-feira, 22 de julho de 2014


Aguardo, ansioso, que venhas a este lugar
da noite e me toques.
Quero que o teu hálito me queime o rosto
e que as tuas mãos me devassem.
Quero que as palavras roucas que raspam
a tua garganta nos levem à liberdade plena.


Quero a delícia da lama, a cor do sangue,
o sangue em chama e a certeza de que em ti
me cumpro, humano, como no ventre da terra.

Edgardo Xavier. in " Azul Como o Silêncio "


Nenhum comentário:

Postar um comentário