terça-feira, 22 de julho de 2014

“Infelizmente, hoje em dia a indiferença em relação ao destino cruel de milhões de animais criados para consumo humano instala-se cada vez mais, a par de uma crescente preocupação e cuidado por aqueles que nos fazem companhia. […]
Porém, continuam a ser os outros animais que não deixam de nos surpreender e de nos dar “lições de moral”, ao franquear as barreiras da espécie. Um hipopótamo que perde a progenitora num cataclismo ambiental e é adoptado por uma tartaruga gigante; uma leoa que cuida de uma gazela recém-nascida, vinda à luz no exacto momento em que a fêmea é morta pela mesma leoa; uma cadela, Ginny, que percorre incansavelmente as ruas de Nova Iorque, recolhendo gatos feridos e trazendo-os ao dono a fim de serem tratados. Estes e outros mais são exemplos de compaixão animal que indicia a existência de uma ética dos animais e não apenas de uma ética para os animais, da nossa exclusiva responsabilidade”

- Cristina Beckert, “O espelho invertido.


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