domingo, 20 de julho de 2014

Carta VI

Nada será diferente do que foi, mas outro tempo virá. Aquele em que será necessário eu te chamar pelo nome. Não adiantarão os poemas ou qualquer canção de amor. Nossas carnes em combustão darão o sinal do apocalipse. Eu te antevejo em todos os espelhos. Os girassóis atônitos propagarão o desenlace. Breve seremos uma nova geografia, um mapa a ser incorporado as cartografias. 
Tenho sede das tuas digitais.

assis freitas*

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