domingo, 20 de julho de 2014


SARRAF


Seh M. Pereira

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Descortino os olhos 
das lágrimas que 
cobria-os;

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e uma velha 
nova

estação ressurge.. Cada mão, 
um alvo; cada

alvo, um 
apedrejo; cada 
apedrejo,

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um santo..

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Cada flor, um 
despetalamento; cada 
pétala, uma 
interrogação; cada 
ponto, um reza..

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E uma nova 
velha 
estação, lentamente, 
esvai-se;

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seguro as imagens 
na retina

para que não fujam..
Ajoelho-me onde 
os galhos 
jazem

mortos e rezo..
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Ouço as vozes do 
vento 
erguidas num canto erudito; flores 
pegajosas de sangue 
expõem a 
ferida do corte..

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Galhos se 
desprendem 
das árvores

despidos de força..
.
.
Afundo os pés 
nas folhas secas que 
atapetam o chão,

e sufoco-os
.
.até a morte..

.
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