terça-feira, 15 de julho de 2014

Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas,

que já têm a forma do nosso corpo,

e esquecer os nossos caminhos,

que nos levam sempre aos mesmos lugares.



É o tempo da travessia: e, se não ousarmos faze-la,

teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.





Fernando Teixeira de Andrade*


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