quinta-feira, 3 de julho de 2014

Não te esqueças de me visitar. Traz-me as fotografias
e aquele poema que me escreveste quando o nosso amor
ainda era o que de mais magnífico acontecera nas nossas vidas
e no mundo.

Havemos de nos sentar nas mesmas cadeiras como se fossem
as mesmas manhãs de domingo. Havemos de olhar os mesmos telhados,
divagar sobre a eternidade dos gestos e jurar comovidamente que nossas almas
se tocaram de uma maneira única e inesquecível.

Eu hei-de esconder-te a minha interminável solidão e tu hás-de demonstrar-me,
muito inocentemente, nas tuas palavras tão cheias de vida e de juventude,
como a morte nos descobre mesmo nos lugares mais altos.

Gil T. Souza

Nenhum comentário:

Postar um comentário