quinta-feira, 3 de julho de 2014

Saberei de ti, sempre. Pelo teu aproximar....
Tua presença chegará primeiro como a antecipação da chuva que no entanto já terá caído...
E tu não terás sequer um leve indício de como chegaste a mim....
E eu, delicadamente, te apanharei nos meus braços e te erguerei no ar.
Teu guarda-chuva cairá no chão dos respingos do teu não-saber o que se passa.
E fugirás do desconhecido que te apossou...Subirás as escadarias da Ladeira da Memória e desaparecerás na chuva de todos os dias...
E te pertubarás, depois, já em casa e de banho tomado... Xícara de chá à mão....Mas não compreenderás quando abrires a porta da tua casa, atendendo ao toque da campanhia que terei dado...Que tinha sido eu que lá estive ...Que vim devolver o teu guarda-chuva molhado, que usei no percurso, e que deixei encostado na soleira da porta da tua vida chuvosa..

Cavibo*

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